Votar a aposentadoria do catador
Existe uma proposta de aposentadoria do catador aprovada numa comissão em 2014 e parada desde então: eu vou defender que ela seja votada, e vou assinar pedido de urgência para levar isso ao Plenário.
Eu cato reciclagem em Jacareí e sou candidato a Deputado Federal por São Paulo.
Esta página é a lista do que eu vou defender em Brasília — escrita antes da eleição, para você cobrar depois.
Reginaldo Ajuda Eu
Deputado Federal · PSD
Quem está pedindo o seu voto
Meu nome é Reginaldo, eu tenho 48 anos e eu cato material reciclável na rua, em Jacareí.
Antes disso eu passei 8 anos cantando em dupla sertaneja, até ter um derrame no começo dos anos 2000 e minha vida virar do avesso.
Eu morei na rua. Morei debaixo de uma ponte.
Depois eu fui motorista de ônibus, até perder o emprego em 2015 — e daí em diante foi sacolinha no semáforo para não faltar comida em casa.
Na pandemia eu comecei a catar reciclável: no primeiro dia eu fiz R$ 180 e voltei para casa sabendo que dava para viver disso.
Eu nasci em Santos, moro em Jacareí desde 2016, estudei até o ensino médio e não declarei nenhum bem ao TSE — é isso que eu tenho para te mostrar.
O motivo
Porque quem trabalha na rua não tem quem fale por ele lá em Brasília.
A aposentadoria do catador está parada na Câmara desde 2014 — são doze anos esperando alguém botar para votar.
Eu não preciso ir para Brasília aprender o que é isso: eu vivo disso, e conheço essa fila por dentro.
É a minha primeira candidatura, e eu não estou pedindo licença para deixar de ser o que eu sou.
20 propostas · 5 eixos
Proposta é aquilo que eu vou defender, propor, apresentar e cobrar. Nunca aquilo que eu vou dar a alguém. Se estiver escrito aqui, é porque cabe no que um deputado federal pode fazer.
Escolha o eixo e vá direto
O catador faz quase dois terços de tudo que o Brasil recicla — e é a única parte dessa conta que não tem aposentadoria. São mais de 700 mil pessoas na rua, sem cooperativa, sem carteira e sem futuro garantido.
Existe uma proposta de aposentadoria do catador aprovada numa comissão em 2014 e parada desde então: eu vou defender que ela seja votada, e vou assinar pedido de urgência para levar isso ao Plenário.
Quando eu tiro material do lixo, eu economizo caminhão e aterro para a cidade inteira, e recebo só pelo quilo do papelão — existe lei desde 2021 permitindo pagar por esse serviço, e eu vou defender que ela saia do papel.
Prensa, balança, mesa de triagem, galpão e caminhão não são luxo, são ferramenta de trabalho: é para isso que eu quero indicar a minha parte do Orçamento da União.
A lei de 2010 já diz que a cidade que trabalha com cooperativa de catador passa na frente na fila do dinheiro federal, e outra lei deixa a prefeitura contratar a cooperativa sem licitação — eu vou cobrar isso cidade por cidade.
O Brasil tem 2,4 milhões de pessoas com autismo, 547 mil só em São Paulo. E só 20 de cada 100 famílias conseguiram o diagnóstico pelo SUS — o resto pagou ou esperou anos.
Hoje não existe prazo nenhum e a família entra na fila sem data para sair; tem projeto na Câmara fixando 90 dias, e eu vou defender que ele seja votado.
Terapia que fica a cem quilômetros é terapia que a família não alcança, e por isso eu vou indicar a parte de saúde da minha emenda para serviço público de avaliação e terapia nas cidades de São Paulo.
A lei já garante acompanhante para o aluno autista quando há necessidade comprovada, mas 4 em cada 10 não recebem apoio nenhum — falta dinheiro carimbado e falta cobrança, e é isso que eu vou fazer.
A carteira do autista tem que ser tirada em qualquer cidade, valer no Brasil inteiro e não vencer, para a mãe não ter que refazer papelada nem ouvir no balcão que ali aquilo não vale.
Quase 4 em cada 10 pessoas que trabalham no Brasil não têm carteira assinada nem CNPJ. Sem contribuição não tem aposentadoria, não tem auxílio-doença e não tem pensão — e é quase sempre quem já ganha menos.
O teto do MEI está em R$ 81 mil por ano desde 2018 e de lá para cá subiu o gás, o arroz e o aluguel: tem projeto esperando votação na Câmara desde 2021, e o meu trabalho é cobrar essa votação e votar a favor.
Quem cuida da própria casa e não tem renda paga 5%, mas quem vende no farol e não é MEI paga 11% ou 20% — eu vou defender que a conta seja a mesma para quem ganha pouco trabalhando.
Existe um programa federal que empresta a partir de R$ 500 para quem está no Cadastro Único sem exigir CNPJ, mas ele começou só em três capitais: eu vou defender emenda de orçamento para reforçar essa linha e cobrar que ela chegue ao interior de São Paulo.
Quem abriu MEI, parou de vender e ficou com o boleto correndo hoje só se resolve em mutirão que abre e fecha — eu vou defender que essa porta de renegociação fique aberta o ano inteiro, com aviso antes de o nome sujar.
São Paulo é o estado com mais gente em situação de rua no país: 159.290 pessoas no Cadastro Único. E o maior pedaço da falta de moradia no Brasil não é gente sem teto — são 3,58 milhões de famílias que têm casa e não dão conta do aluguel.
Nas capitais, 3 de cada 100 casas do Minha Casa Minha Vida já são guardadas para quem está na rua, mas essa regra alcança 38 cidades num país de 5.570: eu vou apresentar projeto para isso virar lei e valer também nas cidades do nosso tamanho.
Existe uma lei de 2024 que manda dar qualificação e apoio para quem está na rua conseguir trabalhar, e ela ficou sem dinheiro reservado no Orçamento — lei sem dinheiro não tira ninguém da rua.
Financiamento de trinta anos não serve para quem tem renda que muda de mês para mês: tem projeto pronto na Câmara criando aluguel com preço subsidiado, e o meu compromisso é votar a favor e pedir que ele ande.
Família que mora há trinta anos no mesmo lugar sem papel nenhum não consegue crédito para reformar, não pode vender e não deixa nada para os filhos — a casa já existe, o que falta é o documento.
Aqui é onde eu moro e onde eu cato todo dia. É onde essas propostas têm nome, rua e endereço.
Em Jacareí, 77 dos 156 bairros têm coleta seletiva e a cooperativa da cidade reúne 44 catadores: a lei federal já manda priorizar a cooperativa, e eu vou cobrar isso prefeitura por prefeitura do Vale.
Onde a cooperativa tem estrutura boa, o mesmo quilo de material rende quase o dobro no fim do mês — vou defender que o dinheiro do Orçamento chegue nas cooperativas das cidades daqui.
A lei obriga metade da emenda de todo deputado a ir para a saúde, e a reclamação número um na ouvidoria de Jacareí é exame e consulta com especialista: eu vou defender que essa metade venha para cá — e vou publicar onde foi parar cada real, para qualquer um conferir.
Jacareí precisou receber uma carreta itinerante para dar laudo às crianças que estavam na fila, e sem esse papel a família não consegue nem a escola certa nem a terapia.
O que o cargo permite
Antes de você ler o que eu prometo, leia o que o cargo permite. Deputado federal faz três coisas — e só três.
O que deputado federal faz
É o trabalho principal. Apresenta projeto, assina projeto de outro, discute em comissão e vota. Lei vale para o Brasil inteiro: por isso aposentadoria de catador e direito do autista são assunto de deputado federal.
Esse dinheiro não é do deputado: é dinheiro público, e ele só indica o destino. Quem recebe é prefeitura, hospital, escola ou entidade — nunca uma pessoa. Pode atrasar e pode não sair. Por isso o certo é dizer “vou defender que venha”, e depois mostrar no papel onde foi parar.
Pede explicação por escrito, chama ministro, marca audiência pública, aciona órgão de controle e cobra o cumprimento de lei que já existe. Isso não custa nada e é o que mais rende para quem não tem máquina.
E o que deputado federal não faz
Eu não vou prometer o que não depende de mim. Se eu prometer, eu estou mentindo — e você tem todo o direito de vir cobrar esta página.
Não custa nada
Eu não peço dinheiro. Não tem Pix, não tem vaquinha, não tem rifa e não tem doação. O que eu peço é o que não custa nada.
Manda no grupo da família, no grupo do trabalho, para o vizinho. Quem me conhece de vídeo muitas vezes não sabe que eu sou candidato aqui em São Paulo.
Conversa em casa é o que decide voto de verdade. Mostra as propostas, mostra o que eu não posso fazer e deixa a pessoa decidir com a informação na mão.
No Instagram é o @reginaldoajudaeu (abre o Instagram em outra aba). Comentar e compartilhar faz o vídeo chegar em mais gente do que qualquer coisa que eu possa pagar.
[CONFIRMAR COM A CAMPANHA] Arroba oficial do TikTok e link da página do Facebook para entrarem aqui. Não publicar a página com este aviso na tela.Na urna você digita 5572 e aperta confirma. Deputado federal se vota pelo número — e o meu tem quatro dígitos: cinco, cinco, sete, dois.
Digita 5572 e aperta confirma.
Reginaldo — Reginaldo Ajuda Eu
Catador de material reciclável em Jacareí
Candidato a Deputado Federal por São Paulo
Deputado Federal · PSD · São Paulo Número cinco, cinco, sete, dois. Deputado Federal, PSD, São Paulo.